
A proposta de redistribuição de recursos para os hospitais conveniados ao sistema Único de Saúde (SUS) apresentada pelo Secretário de Saúde, Dr. Paulo Hirano, trará uma perda de R$169.000,00 por mês para o Hospital Escola Álvaro Alvin(HEAA), na prática inviabilizando o atendimento pelo hospital. A proposta é de R$231.000,00 para 23 mil procedimentos contra o recebido até setembro que era de R$400.000,00 para 16 mil atendimentos de média complexidade.
Ao não levar em conta a especificidade do HEAA que inclusive é reconhecido pelo Ministério da Educação como Hospital Escola da Faculdade de Medicina de Campos e que vêm realizando um atendimento de qualidade no SUS, especialmente no setor de internação, disponível para toda a população, é um grave erro de avaliação que trará como conseqüência uma importante perda para toda a região Norte Fluminense, pois forçará essa instituição a ter que se equiparar ao atendimento realizado por outras instituições que de maneira geral possuem um quantitativo menor de pessoal e instalações físicas e equipamentos sucateados, nivelando por baixo a qualidade do atendimento prestado no município.
É importante ressaltar que o HEAA vem passando por um momento de significativos avanços na gestão do Dr. Ralph Pessanha apoiado por Dr Jair Araújo, Presidente da Fundação Benedito Pereira Nunes, que vêm conseguindo equilibrar a situação financeira da instituição, com importante redução de sua dívida, conjugando a otimização dos recursos com melhoria gradual da qualidade do atendimento.
Na verdade essa tentativa de boicote ao trabalho de boa qualidade que vem sendo realizado pela gestão do HEAA reflete a visão da família Garotinho para o sistema de saúde que sempre primou pela desarticulação dos serviços, pela utilização política das nomeações e contratações nos hospitais públicos e pela terceirização, basta avaliar a atuação do Garotinho e da Rosinha Garotinho à frente do Governo Estadual.
Diante dessa proposta absurda da secretaria de Saúde de Campos cabe a pergunta: essa redução da receita para o HEAA é uma questão técnica ou política? A quem interessa sucatear o HEAA? Campos dos Goytacazes, embora tenha alguns serviços de qualidade, possui no geral um sistema de saúde público de péssima qualidade e um sistema privado de qualidade questionável, nesse contexto pode se dar ao luxo de perder o único hospital da região que no momento tem a possibilidade concreta de a médio-longo prazo se tornar uma referência em qualidade?
Erik Schunk
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