quinta-feira, 26 de novembro de 2009

E a cultura dos filhos do Brasil?


Creio que ainda não seja possível comentar e ou opinar sobre a qualidade da obra de Fábio Barreto, já que não nos encontramos entre os agraciados – autoridades públicas, ou grandes empresários patrocinadores - com o convite para a exibição do filme no festival de cinema de Brasília na quinta-feira passada.
Evidentemente uma obra cinematográfica sobre a vida de um líder político como Lula-afinal ele é o cara - em tese se justifica e é perfeitamente defensável sob o ponto de vista artístico strito senso. Cabe questionar no entanto, qual o papel cumprido pelas grandes empreiteiras, o novo consórcio frigorífico, os bancos, para não falar nos doadores ocultos no fortalecimento do cinema em especial nas produções nacionais. Há de fato uma mudança na política cultural destes importantes setores econômicos. Há de fato uma mudança de olhar e a busca por contribuir para diminuir o déficit entre os lucros obtidos e a responsabilidade social.
É inevitável a pergunta: ser presidente em exercício e ter a biografia nas telas em um ano eleitoral influencia ou não a captação de recursos junto a empresas que tem interesses diretos e indiretos em jogo?
Tal situação poderá prejudicar a obra, se de fato não estivermos tratando somente de uma peça publicitária. A dificuldade de respostas satisfatórias e defensáveis talvez seja um sinal negativo e nos leve a uma preocupante conclusão.
Creio que as críticas e preocupações éticas e políticas, que vêm sendo externadas nos mais diversos meios de comunicação, devem servir pelo menos para recolocar em pauta os critérios de financiamento e incentivos a produção cultural no Brasil.
Hoje, os que não produzem cinema pensando nos presidentes em exercício, são praticamente reféns dos interesses dos departamentos de propaganda das grandes empresas. Não há critérios públicos bem definidos para estimular à produção nacional. Houve uma época no país, que um presidente considerado o “pai dos pobres”, criou um departamento de propaganda oficial que produziu uma vasta obra de adulação a si mesmo. O então presidente Getúlio Vargas inspirado na máquina de propaganda alemã instituiu aqui, a propaganda oficial travestida de documentários, notícias, músicas, etc. Sem exageros, ou comparações histéricas esta referência nos serve de alerta. Quando o público e o privado se misturam o resultado em geral, não fortalece os interesses republicanos e democráticos.
Temos de refletir e à luz de referências éticas e democráticas, tão enfraquecidas e secundarizadas em nossos dias, promover um debate entre o papel institucional da presidência da república, o status de Lula como líder político e os interesses eleitorais de 2010.
A liberdade de expressão e de criação é um direito fundamental e deve mais que nunca, ser defendido e referendado. Mas para que de fato possa ser plenamente exercido, é necessário democratizar a possibilidade de financiamento e produção cinematográfica no Brasil. O papel dos investimentos públicos é fundamental, estando estes vinculados ao controle dos gastos e relevância dos projetos.
A lógica privatista inspirada no novo liberalismo presente na pauta político-cultural brasileira nas últimas décadas fortalece o conceito de que “quem exerce o poder, tudo pode”.
Talvez em meio à polêmica do “Filho do Brasil” possamos avançar em uma política cultural que contribua efetivamente para o crescimento de nossos filhos.

Jefferson Moura - Sociólogo - Presidente estadual do PSOL

* artigo publicado no caderno B de domingo 22/11/2009, no Jornal do Brasil

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Atividade no Campo de São Bento


Nesse domingo, comemorando o aniversário da cidade de niterói, o núcleo Santa Rosa organizou uma atividade no campo de São Bento, contando com a presença do presidente do partido Paulo Eduardo Gomes e nosso vereador Renatinho que foram muito bem recebidos pela população. Foram distribuidos panfletos denunciando a política de especulação imobiliária. Segue abaixo o texto do panfleto:


Niterói: o governo Jorge e a especulação imobiliária.

O “novo” governo de Jorge Roberto Silveira caminha para o seu primeiro ano e assistimos aos mesmos desmandos que marcaram as administrações do próprio Jorge, do João Sampaio e do Godofredo nas últimas duas décadas. Pouco mudou no dia-a-dia de nossa cidade.

Os promíscuos acordos entre o legislativo e o executivo se perpetuam, o excesso de cargos comissionados continua. A cidade não suporta a construção sem critério de prédios, como nos comprovam os dias de chuva onde as ruas viram verdadeiros rios. Os acordos com as empresas de ônibus se mantêm, as escolas públicas e os hospitais continuam a não prestar o melhor atendimento para a população pela falta de investimentos da prefeitura.

Está claro que Jorge Roberto não representa a mudança que Niterói precisa.

O seu governo é aliado de frações da burguesia niteroiense, como o setor imobiliário, que a cada dia destrói mais a nossa cidade derrubando casas e subindo “espigões”. O transporte público continua de péssima qualidade, não atendendo às necessidades da população. Esta claro que o Prefeito serve aos interesses das grandes construtoras!

Nós do PSOL continuaremos a denunciar os desmandos do governo Jorge Roberto. Estamos ao lado da população niteroiense por uma cidade que seja para tod@s, sem especulação imobiliária e por um transporte público de qualidade.

Se você deseja construir uma sociedade socialista, igualitária e democrática, venha junto com a gente. Filie-se ao PSOL e participe das reuniões do Núcleo Santa Rosa e Icaraí e do Núcleo Cristãos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009


Hoje estive em uma aula que até então parecia ser como outra qualquer, até que um assunto bastante falado e debatido por nós me deixou bastante inquieta e indignada, me fazendo refletir sobre o quadro imobiliário da nossa cidade.

Bem sabemos que a especulação imobiliária não é mais segredo pra ninguém, sabemos também o quanto a mesma deixa um número bem expressivo de moradores (independentemente da área em que habitam) desgostosos pelo caos que dia após dia se instala em nossa cidade. Sabemos também que os grandes financiadores de campanha eleitoral são as construtoras e grupos imobiliários.

Recentemente, pude ouvir através do RJTV sobre uma grande colhida de assinaturas no Bairro do Jardim Icaraí que tinha como propósito impedir que novos prédios fossem erguidos em nossa cidade.

Acontece que hoje, em minha aula, tomei conhecimento sobre uma construção que será erguida na estrada velha de Itaipu. Diante disso me veio o questionamento com relação à intervenção do Ministério Público nesses grandes investimentos, pois nada mais correto do que se fazer uma intervenção preventiva, eu diria, pois aí sim tal atitude seria digna aos aplausos e agradecimentos por toda nossa população.

Porém, ao analisarmos friamente casos como este, podemos observar que só há intervenção depois do estrago ter sido realizado, depois de a construção em local de preservação ambiental já ter sido erguida e que a área já tenha sido totalmente devastada e comprometida, depois que o hotel já foi construído, ou depois que já ficou claro o descaso com o problema pelos Vereadores da Câmara Municipal que em sua ampla maioria defendem tais ações e/ou omissões, enfim... DEPOIS!

E é por conta disso que deveríamos continuar cobrando de maneira dura, uma maior eficácia e comprometimento desse órgão que poderia desempenhar um papel preventivo muito mais satisfatório para todos, mas que infelizmente não o faz.

Stella Lopes (PSOL - Núcleo Santa Rosa/Icaraí)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O apagão da vida


O apagão, infelizmente, não é só no setor elétrico. Décadas de ausência de políticas públicas de planejamento urbano, habitação popular e meio ambiente são as principais causas das recorrentes enchentes que, todo ano, sofre a Baixada Fluminense. Neste momento, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo e outros municípios da Baixada têm diversas áreas com desabamentos, milhares de pessoas desabrigadas, em cima dos tetos de suas casas ilhadas e, até agora, com três mortos.

Não dá mais para ouvir setores da imprensa e governos culparem o clima e a população que mora à beira de rios como agentes de suas tragédias. É sabido que a Baixada Fluminense, como o próprio nome diz, é uma região que tem boa parte de suas terras abaixo do nível do mar e recebe as águas que escoam da Região Serrana, além de, naturalmente, as margens de seus rios sofrerem constantes inundações.

Não dá mais para ver governos e sociedade tratarem os desabrigados de forma precária em escolas ou galpões, com cestas básicas, roupas usadas e, assim que o noticiário conseguir a próxima desgraça que atraia seus vorazes consumidores, estas pessoas montarão novos barracos em áreas tão degradadas ou pior que a anterior.

As políticas de pavimentação eleitoreira (capeamento asfáltico) de ruas e avenidas também contribuem para a diminuição do escoamento das águas, enchentes, desabamentos e elevação das temperaturas médias. Além de necessitar de um constante e custoso reparo pela sua rápida degradação. A falta de planejamento urbano dificulta o diagnóstico do déficit habitacional na região. É insignificante, à luz da necessidade, a aplicação de recursos municipais, estadual e federal com programas de habitação popular e sustentável. Soma-se a isso a falta de uma política integrada da região - e dentro dos próprios municípios - de cuidado com a restauração e preservação das matas ciliares nas margens dos principais rios da Baixada. A preservação do meio ambiente não somente diminuiria - e muito! - as conseqüências das chuvas, mas reduziria os investimentos em programas de despoluição e geraria maior qualidade de vida para a população do entorno.

É preciso que governos e a população tenham verdadeiro arrependimento: não dá mais para construirmos cidades que ceifam vidas, destroem a natureza, tratam a cultura com migalhas do orçamento, cada vez mais pioram seus serviços de saúde, educação, transporte e segurança pública. E mascaram esta realidade com asfalto, tintas, obras de praças e retoques milionários nos centros urbanos, enquanto que passamos indiferentes pelos meninos e meninas nos sinais, que clamam por vida - e vida com dignidade, justiça e paz.

Fabio Pereira é professor de geografia - http://fabiopereira.wordpress.com/

domingo, 8 de novembro de 2009

Jean Wyllys e Marcelo Yuka no PSOL

O Presidente do PSOL do Rio de Janeiro, o sociólogo Jefferson Moura, informa que foi com grande satisfação que o Partido Socialismo e Liberdade recebeu as filiações destas duas referências de nível nacional: Marcelo Yuka e Jean Wyllys.
Marcelo Yuka, ex-baterista do grupo O Rappa, vitimado pela violência do Rio de Janeiro, participa há muito tempo de movimentos sociais, inserido nas lutas do povo pobre, sistematicamente marginalizado e criminalizado por uma política de segurança pública ineficiente, baseada no confronto, que custa vida de trabalhadores brasileiros honestos.

Jornalista Jean Wyllys, sempre participou de movimentos sociais. Na adolescência, foi representante da esquerda católica, através do movimento pastoral (Pastoral da Juventude Estudantil e Pastoral da Juventude do Meio Popular). Depois, já como jornalista, atuou em defesa dos Direitos Humanos e em favor da causa homossexual.
Ele filiou-se ao PSOL, cuja personalidade maior é Heloísa Helena, por quem nutre grande admiração. Após vários encontros e conversas, surgiu nele a vontade de se filiar ao partido, muito mais para fazer política no coletivo e nas bases do que visando candidatura. Afirma ainda que não divulgou sua filiação em seus meios de comunicação (blog, colunas de jornal...) justamente para que não fosse confundida com oportunismo, para que não se achasse que ele é mais um famoso, usado por partidos ou na busca de mais status. Jean é jornalista em atividade, professor em duas universidades bastante respeitadas, escritor com três livros publicados, é um intelectual engajado. Até agora nada foi deliberado sobre as possíveis candidaturas de Jean Wyllys e Marcelo Yuka.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Rosinha quer destruir único Hospital Escola do Norte Fluminense!


A proposta de redistribuição de recursos para os hospitais conveniados ao sistema Único de Saúde (SUS) apresentada pelo Secretário de Saúde, Dr. Paulo Hirano, trará uma perda de R$169.000,00 por mês para o Hospital Escola Álvaro Alvin(HEAA), na prática inviabilizando o atendimento pelo hospital. A proposta é de R$231.000,00 para 23 mil procedimentos contra o recebido até setembro que era de R$400.000,00 para 16 mil atendimentos de média complexidade.
Ao não levar em conta a especificidade do HEAA que inclusive é reconhecido pelo Ministério da Educação como Hospital Escola da Faculdade de Medicina de Campos e que vêm realizando um atendimento de qualidade no SUS, especialmente no setor de internação, disponível para toda a população, é um grave erro de avaliação que trará como conseqüência uma importante perda para toda a região Norte Fluminense, pois forçará essa instituição a ter que se equiparar ao atendimento realizado por outras instituições que de maneira geral possuem um quantitativo menor de pessoal e instalações físicas e equipamentos sucateados, nivelando por baixo a qualidade do atendimento prestado no município.
É importante ressaltar que o HEAA vem passando por um momento de significativos avanços na gestão do Dr. Ralph Pessanha apoiado por Dr Jair Araújo, Presidente da Fundação Benedito Pereira Nunes, que vêm conseguindo equilibrar a situação financeira da instituição, com importante redução de sua dívida, conjugando a otimização dos recursos com melhoria gradual da qualidade do atendimento.
Na verdade essa tentativa de boicote ao trabalho de boa qualidade que vem sendo realizado pela gestão do HEAA reflete a visão da família Garotinho para o sistema de saúde que sempre primou pela desarticulação dos serviços, pela utilização política das nomeações e contratações nos hospitais públicos e pela terceirização, basta avaliar a atuação do Garotinho e da Rosinha Garotinho à frente do Governo Estadual.
Diante dessa proposta absurda da secretaria de Saúde de Campos cabe a pergunta: essa redução da receita para o HEAA é uma questão técnica ou política? A quem interessa sucatear o HEAA? Campos dos Goytacazes, embora tenha alguns serviços de qualidade, possui no geral um sistema de saúde público de péssima qualidade e um sistema privado de qualidade questionável, nesse contexto pode se dar ao luxo de perder o único hospital da região que no momento tem a possibilidade concreta de a médio-longo prazo se tornar uma referência em qualidade?

Erik Schunk

Olimpíadas do social‏



O governo acaba de divulgar os dados do Censo Agropecuário. E dar razão ao MST quando reivindica reforma agrária. Há, no Brasil, 5.175 milhões de propriedades rurais. Ocupam uma área total de 329.9 milhões de hectares. Um hectare equivale a um campo de futebol. Essas propriedades empregam 16.5 milhões de pessoas, e mais 11.8 milhões de trabalhadores informais (bóias-frias, diaristas etc.).

Dos que trabalham no campo, 42% não terminaram o ensino fundamental; 39,1% são analfabetos; apenas 8,4% têm o fundamental completo; 7,3% obtiveram diploma de nível superior; e 2,8% cursaram o técnico agrícola.

Esses dados explicam a baixa qualidade dos trabalhadores rurais, uma vez que o governo não lhes oferece instrução adequada, e a perversa existência de trabalho escravo, favorecido pela situação de miséria de migrantes em busca de sobrevivência.

A concentração de terras em mãos de poucos é 67% superior à da renda no país, cuja desigualdade se destaca entre as maiores do mundo. Essa concentração, agravada pelo agronegócio voltado à exportação de soja, cana e carne de gado, reduz o número de trabalhadores no campo.


Em dez anos, 1,363 milhão de pessoas deixaram de trabalhar na lavoura. Muitas viraram sem-terra. E não foram poucas as que migraram para, nas cidades, engordar o cinturão de favelas e agravar a incidência da mendicância e a violência urbana.

A mesa do brasileiro continua a ser abastecida pela agricultura familiar, que emprega 12 milhões de pessoas (74,4% dos trabalhadores no campo), enquanto o agronegócio contrata apenas 600 mil. Na cesta básica, a agricultura familiar é responsável pela produção de 87% da mandioca e 70% do feijão.

Segundo o Censo, 30% das nossas lavouras utilizam agrotóxico. Porém, apenas 21% recebem orientação regular sobre essa prática. Ou seja, muitos utilizam herbicidas no lugar de inseticidas e, ao aplicar veneno na terra, não cuidam de se proteger da contaminação.

Na mesa do brasileiro, entre verduras folhudas e legumes viçosos, campeia a química que anaboliza os produtos e prejudica a saúde humana. São 713 milhões de litros de veneno injetados, por ano, na lavoura do Brasil. E até hoje o governo resiste à proposta de obrigar a prevenir os consumidores se o produto é ou não transgênico.

A agricultura orgânica ainda é insignificante no Brasil: apenas 1,8%. Mas já envolve mais de 90 mil produtores. A maior parte da produção (60%) se destina à exportação: Japão, EUA, União Européia e mais 30 países.

O Censo revelou ainda que os jovens estão abandonando o campo. Apenas 16,8% dos produtores têm menos de 35 anos de idade, e 37,8% têm 55 ou mais. Houve melhora na qualidade de vida: 68,1% dos estabelecimentos rurais contam com energia elétrica (o programa Luz para Todos funciona) e a irrigação aumentou 39%, favorecendo 42% da área total.

Em dezembro, os chefes de Estado de todo o mundo se reunirão em Copenhague para debater o novo acordo climático, considerando que o Protocolo de Kioto expira em 2012. Segundo dados da ONU, em 2050 - quando haverá aumento de 50% da população do planeta - a escassez de alimentos ameaçará 25 milhões de crianças, pois a produção mundial, devido ao aquecimento global, sofrerá redução de 20%.

Os habitantes dos países pobres terão acesso, em 2050, a 2,41 mil calorias diárias, 286 calorias a menos do que em 2000. Nos países industrializados, a redução será de 250 calorias. Drama que poderá ser evitado se houver investimento de US$ 9 bilhões/ano para aumentar a produtividade agrícola.

Estudo do Instituto Internacional de Pesquisa de Política Alimentar constata que a escassez levará à alta dos preços de alimentos básicos, como trigo, soja e arroz. Este produto, essencial na dieta mundial, poderá ter aumento de até 121%! Hoje, a fome ameaça 1,02 bilhão de pessoas (15% da população mundial).

O Brasil é, hoje, um dos maiores produtores mundiais de alimentos. Nosso rebanho bovino conta com quase 200 milhões de cabeças - responsáveis também pelo aquecimento global -, e a fabricação de etanol elevou a produção de cana-de-açúcar para quase 400 milhões de toneladas/ano.


Apesar dos dados positivos de nossa produção agropecuá- ria, ainda convivemos com a fome (11,9 milhões de brasileiros); a mortalidade infantil (23 em cada 1.000 nascidos vivos); o analfabetismo (15 milhões); e alto índice de criminalidade (40 mil assassinatos/ ano).

Bom seria se a nação também se mobilizasse para as Olimpíadas do Social e, enquanto o Rio reforma seus estádios para 2016, o Brasil promovesse as tão sonhadas, prometidas e adiadas reformas: agrária, política, educacional, sanitária e tributária.

Frei Betto



* frei Betto é irmão sacerdotal dominicano, escritor e assessor de movimentos sociais